Um mundo governado por sete megacorporações, onde os Imortais permanecem no ápice do poder, recusando leis escritas e confinando-se em ilhas flutuantes desenhadas como prisões; um futuro onde os recur
Do lado de fora da janela, estendia-se um céu abóbada de um cinza profundo, e não muito longe dali, flutuava uma ilha suspensa, girando lentamente como um pião. No topo, prédios altíssimos banhavam-se na luz do sol; montanhas cobertas de neve e vastos campos verdes se espalhavam diante dos olhos, evocando uma sensação instantânea de tranquilidade e inspiração.
Entretanto, na penumbra sob a ilha flutuante, uma densa massa de construções ocultava-se, exalando um ar sombrio e inquietante. Era como se um estranho estivesse parado do lado de fora de uma janela fosca, silencioso — bastava um olhar casual para ser invadido por um frio gélido, profundo como o fundo de um lago no inverno.
“Hoje realmente está um belo dia”, comentou o homem sentado à frente de Russell, sorvendo seu suco de laranja fresco com familiaridade. “Ainda bem que não choveu.”
“Pois é”, respondeu Russell em voz baixa, virando o rosto. Pelo senso comum, de fato, era um dia claro. Não havia tempestades, nem tufões, nem nevascas, tampouco nuvens pesadas pendendo do horizonte como uma muralha encobrindo o céu...
...Mas, talvez fosse apenas uma impressão. Russell sentia que o céu não deveria ser assim. Parecia-lhe já ter visto, em algum lugar, um céu muito mais brilhante... não cinzento, nem amarelado, mas de um azul profundo, sem nuvens.
— Mas isso deve ser só uma ilusão, pensou. Todos sabiam que a cor natural do céu era cinzenta. Desde tempos imemoriais, nunca houve um céu azul nesse mundo.
“Embora... seja minha primeira vez viajando de primeira classe”, Russell fixou o olha