Um experiente aventureiro dos tempos modernos desperta no período da Dinastia Jin Oriental, habitando o corpo de um jovem humilde chamado Chen Caozhi. Diante da iminente perda das terras de sua famíli
“Como o algodão de salgueiro que se ergue ao vento.”
Ao ler este texto, não há dúvida de que minha predileção é por Xie Daoyun.
Entre as duas protagonistas, a apaixonada Lu Weiwei me pareceu superficial, tanto que o amor de Chen Caozhi por ela me soa um tanto repentino. Já Xie Daoyun é diferente: no ambiente suave e sereno do livro, ela surge como um traço vibrante, denso e marcante. Não é que apareça abruptamente, mas brota lentamente das páginas antigas, tornando-se vívida, tridimensional, pouco a pouco. No texto, ela recebe a admiração de Chen Caozhi e também a minha; ainda não tem o amor de Chen Caozhi, mas já conquistou o meu.
Se a beleza da apaixonada reside em sua pureza, a de quem recita versos sobre o algodão de salgueiro é uma clareza altiva, digna de ser chamada de “elegância ao vento”.
Em “O Homem Frio”, Xie Daoyun aparece rapidamente, apenas um vislumbre fugaz. Às margens do rio em Wujiang, as águas correm impetuosas, uma pequena embarcação desliza, na margem chega um jovem erudito com sua flauta, sob a árvore de Gongsun, tocando uma melodia para um estranho que chega.
Tal cenário, só de imaginar, já invade de delicadeza e charme, digno de rivalizar com o presente de flauta de Huan Yi, no início da obra.
Naquele momento, Chen Caozhi não fazia ideia de que a verdadeira ouvinte não estava fora do barco, mas dentro dele. Seiscentos li percorridos por água e terra, tudo para ouvir uma canção de primavera. O irmão pergunta à irmã: “Vale a pena?” A jovem de roupas brancas sorri: “Vale muito.”
Já então pensei: seria aquela jovem X