Um engenheiro de redes moderno atravessa, por acidente, para o fim da dinastia Han Oriental e, com base nas memórias de sua vida passada, toma de assalto cidades e territórios antes dos demais, implem
No ano de 182 da era cristã, no quinto ano da era Harmonia Luminosa do imperador Ling dos Han, uma peste devastadora varreu subitamente o mundo, ceifando três em cada dez vidas e deixando atrás de si um rastro de morte e desolação.
Era março, início da primavera.
A luz do sol era ocultada por espessas nuvens; o céu sombrio jazia mergulhado em trevas, como se um véu de luto negro lhe tivesse sido lançado por cima.
Na estrada oficial fora da cidade de Jingzhou, já se amontoavam ossos brancos e cadáveres por toda parte. Viam-se, a cada passo, refugiados mortos havia muitos dias, enquanto incontáveis corvos e águias de montanha se lançavam em bandos, devorando-os com voracidade.
Em instantes, dos corpos não restavam senão esqueletos descarnados.
O mundo dos homens transformara-se em um inferno.
Antes que qualquer viajante se aproximasse, ao som agudo de uma ave de vigia no alto dos ramos, a revoada se ergueu de súbito, abriu as asas e alçou voo. Depois pousou distante nos galhos, continuando a grasnar sem cessar, com os olhos fixos nos cadáveres no chão, relutante em partir.
No céu, trovoadas abafadas ribombavam sem pausa, como se até as divindades assentadas no alto do nono firmamento não suportassem contemplar tamanha tragédia e rugissem em ira.
A antiga estrada oficial de Jingzhou, antes repleta de movimento humano, agora estava livre de alvoroço, entregue a um silêncio seco e mortal.
Entre os espinheiros, uma raposa vermelha, com o focinho coberto de sangue, agachava-se no chão, os olhos vigilantes cravados adiante, c