Há cem mil anos, o único Grande Imperador entre o Céu e a Terra pereceu ao enfrentar o firmamento. O cadáver imperial afundou, e tudo ao redor se tornou vazio absoluto. No fim, o local onde jazia o co
A Terra do Sepultamento Divino, o mais temido dos grandes territórios dos céus.
Misteriosa, silenciosa, glacial.
Um antigo caixão de bronze flutuava nas profundezas da escuridão, como se houvesse existido desde sempre.
De repente, o caixão tremeu, e uma palma pálida e esguia surgiu lentamente de seu interior.
— Quem sou eu?
Um jovem saiu engatinhando do caixão antigo, o rosto mortalmente branco, o olhar perdido.
Logo depois, um lampejo agudo brilhou em seus olhos.
— Eu sou Caminho Antigo Um!
— Eu sou o primeiro imperador de todos os tempos!
A voz vasta e remota espalhou-se como um som celeste!
Dentro de toda a Terra do Sepultamento Divino, aquelas existências misteriosas, estranhas e aterradoras de outrora, que costumavam fazer qualquer um tremer só de ouvi-las, pareceram escutar a voz do inferno e se encolheram, apavoradas, de volta na escuridão.
— O prazo de cem mil anos chegou; está na hora de sair do caixão.
Caminho Antigo Um saiu do antigo caixão de bronze e, com a mão direita pálida e esguia, pescou no vazio um livro de escrituras que irradiava uma tênue luz.
No instante seguinte, um velho de ar imortal, de ossos de jade e espírito elegante, materializou-se das páginas, com o rosto tomado de emoção:
— Senhor supremo, afinal o senhor despertou!
— Taiyi, você sofreu muito nestes anos.
Caminho Antigo Um assentiu lentamente.
O velho Taiyi prostrou-se:
— Este velho servo, como espírito artefato da Escritura Causal de Taiyi, seguiu fielmente o decreto do senhor ant