Durante o dia, Ji Yunbai era a secretária inseparável de Lu Yuanzhou; à noite, era a amante que ele chamava quando quisesse. Ao mesmo tempo, também era a substituta, por seis anos, do seu grande amor
Uma batalha intensa e avassaladora acabara de chegar ao fim.
Ji Yunbai estava deitada na cama, exausta demais até para mover um dedo. Atrás dela, a respiração do homem era calma e regular; ele evidentemente já dormia profundamente.
Ji Yunbai reprimiu a vontade de lhe dar um chute.
Ela imaginara que, desta vez, Lu Yuanzhou passara um mês inteiro no exterior sem lhe dar notícias e, somado aos boatos mundanos que de vez em quando circulavam a seu respeito, certamente já a teria descartado.
Não esperava que, assim que voltasse ao país, a primeira coisa que fizesse fosse mandar-lhe de imediato o endereço e a hora.
Como sua secretária particular, Ji Yunbai não teve escolha senão abandonar o trabalho caótico que a deixava à beira do colapso, lavar-se e vir servir aquele tirano.
Atrás dela, houve movimento. Lu Yuanzhou virou-se de lado, lançou o braço sobre seu corpo e deu a ordem:
— Vá buscar um copo de água para mim.
Ji Yunbai levantou-se com a resignação de quem aceita o destino.
Assim que apoiou a ponta do pé no chão, sentiu uma dor difícil de descrever. Lu Yuanzhou sempre fora desprovido de qualquer piedade; depois de seis anos ao seu lado, Ji Yunbai conhecia esse fato melhor do que ninguém.
Quando chamava, ela vinha; quando dispensava, ela sumia.
Para ele, ela não passava de um objeto de uso conveniente.
Quanto a quando ele perderia o interesse, Ji Yunbai não queria nem imaginar.
Enquanto ia à cozinha buscar água, sua vista aguçada percebeu de relance uma ponta de documento exposta na escrivaninh